Mercados de trabalho inclusivos e funcionais

14 May 2019

O bom funcionamento dos mercados de trabalho é um pré-requisito para tirar pleno partido do potencial de criação de emprego da economia que emerge agora da crise económica e financeira. A crise teve várias consequências muito distintas nos mercados de trabalho dos vários Estados-Membros, e alguns grupos, entre os quais os jovens e as pessoas com baixos níveis de qualificação, foram particularmente afetados. As rápidas mudanças estruturais em curso também apresentam novos desafios no que diz respeito à possível escassez de mão de obra e à desadequação das competências em vários setores e regiões.

O Fundo Social Europeu é o principal instrumento da UE para promover o emprego e a inclusão social: ajuda as pessoas a encontrar um emprego, integra as pessoas desfavorecidas na sociedade e garante melhores oportunidades para todos. Existe ainda uma legislação europeia alargada que regula os direitos dos trabalhadores no mercado de trabalho. Além disso, em abril de 2017, a Comissão lançou o Pilar Europeu dos Direitos Sociais. O Pilar tem por base, e complementa, as políticas de emprego e sociais da UE, servindo-lhes de orientação numa série de domínios essenciais ao bom funcionamento e à justiça dos mercados de trabalho e dos sistemas de proteção social.

Trabalho da Eurofound

A investigação da Eurofound visa melhorar a compreensão das dinâmicas dos mercados de trabalho em toda a Europa, fundamentando simultaneamente as políticas e contribuindo assim para um melhor funcionamento das mesmas. Tendo em conta os níveis de desemprego persistentemente elevados em alguns Estados-Membros, as políticas para apoiar a reintegração dos desempregados no mercado de trabalho e aquelas orientadas para grupos específicos (jovens, migrantes, mulheres ou desempregados mais idosos) suscitam especial interesse. A Eurofound tem-se dedicado substancialmente a esta matéria, focando-se, nos últimos anos, nas questões relacionadas com os jovens e na relação entre género e trabalho, bem como nas novas formas de emprego, na mobilidade e migração e nos salários.

Principais contributos

A Eurofound explorou os desafios sociais e laborais que os jovens são forçados a enfrentar. Alguns estudos centraram-se em questões relacionadas com a inclusão social e na necessidade de ter em conta a diversidade dos jovens mais vulneráveis durante o processo de elaboração das políticas destinadas a apoiá-los. O empreendedorismo jovem também foi avaliado, assim como os tipos de medidas de apoio que se têm revelado eficazes.

Outra vertente da investigação salientou os custos sociais e económicos da disparidade de género no emprego e avaliou a eficácia das políticas de promoção da participação das mulheres no mercado de trabalho.

Uma vertente da investigação debruça-se sobre as novas formas de emprego que diferem das formas de emprego convencionais ou não convencionais, analisando o impacto das mesmas nas condições de trabalho e no mercado de trabalho. A investigação inicial sobre a tipologia foi seguida de análises aprofundadas de novas formas de emprego específicas, tais como a partilha estratégica de trabalhadores e o trabalho móvel com recurso às TIC.

A investigação sobre a mobilidade forneceu uma panorâmica atualizada da circulação de trabalhadores na Europa e sobre o efeito da crise económica na migração.

A Eurofound também levou a cabo análises aprofundadas sobre várias questões relacionadas com as transições no mercado de trabalho, incluindo a permanência no emprego, o emprego temporário e a transição dos jovens do sistema educativo para o mercado de trabalho.

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