COVID-19

Viver, trabalhar e a COVID-19: Primeiras conclusões — abril de 2020

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Published
6 May 2020
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Autor(es): 
Eurofound

Principais conclusões

  • Os países mais afetados pela pandemia registam um impacto mais significativo no seu bem-estar. Os resultados de alguns países são particularmente surpreendentes e a satisfação com a vida em França situa-se agora no seu nível mais baixo em comparação com inquéritos realizados antes da crise.
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  • Os países mais afetados pela pandemia registam um impacto mais significativo no seu bem-estar. Os resultados de alguns países são particularmente surpreendentes e a satisfação com a vida em França situa-se agora no seu nível mais baixo em comparação com inquéritos realizados antes da crise.
  • Mais de metade dos europeus mostra preocupação com o seu futuro como consequência da crise da COVID-19, com apenas 45 % a revelar-se otimista. Ao contrário dos inquéritos realizados antes da pandemia, países como a França, a Bélgica, a Itália e a Grécia registam uma quebra dos níveis de otimismo abaixo da média da UE.
  • Os europeus apresentam níveis de confiança na UE e nos seus governos nacionais extremamente baixos, especialmente em vários Estados-Membros tradicionalmente pró-UE, como a França, a Itália e a Espanha , levantando questões fundamentais sobre a perceção da ação da UE durante a crise.
  • Nesta fase, mais de um quarto dos inquiridos de toda a UE afirma ter perdido o emprego de forma temporária (23 %) ou permanente (5 %) , sendo os jovens os mais afetados. Metade dos europeus profissionalmente ativos está a assistir a uma redução do seu horário de trabalho, especialmente na Roménia, Itália, França, Chipre e Grécia. Os países nórdicos registaram o menor número de reduções no horário de trabalho.
  • Quase 40 % dos europeus declaram um agravamento da sua situação financeira em relação ao período anterior à pandemia, o dobro dos números comunicados em inquéritos anteriores à crise. Quase metade dos inquiridos indica que os seus agregados não podem fazer face às despesas e mais de metade revela não poder manter o seu nível de vida durante mais de três meses sem rendimentos. A situação é ainda mais dramática para três quartos dos desempregados que não conseguem sobreviver durante mais de três meses, com 82 % a declarar que o seu agregado revela dificuldades em fazer face às despesas.
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Resumo

No espaço de apenas algumas semanas, a pandemia de COVID-19 causada pelo novo coronavírus transformou radicalmente a vida das pessoas em todo o mundo. Para além das consequências devastadoras para a saúde das pessoas diretamente afetadas pelo vírus, a pandemia de COVID-19 teve grandes implicaçõesRead more

No espaço de apenas algumas semanas, a pandemia de COVID-19 causada pelo novo coronavírus transformou radicalmente a vida das pessoas em todo o mundo. Para além das consequências devastadoras para a saúde das pessoas diretamente afetadas pelo vírus, a pandemia de COVID-19 teve grandes implicações na forma como as pessoas vivem e trabalham, afetando profundamente o seu bem-estar físico e psicológico. Para ter em conta os efeitos económicos e sociais imediatos desta crise, a Eurofound lançou, a 9 de abril, um vasto inquérito em linha em toda a União Europeia e não só. Intitulado: «Viver, trabalhar e a COVID-19», o objetivo do inquérito é investigar o impacto no bem-estar, no trabalho e no teletrabalho, bem como na situação financeira dos europeus. Inclui uma série de questões relevantes para pessoas de várias faixas etárias e situações de vida. A maioria das perguntas baseia-se no Inquérito Europeu sobre a Qualidade de Vida (EQLS) e no Inquérito Europeu sobre as Condições de Trabalho (IECT) da Eurofound, ao passo que outras são novas ou foram adaptadas de outras fontes, como as Estatísticas da UE sobre Rendimento e Condições de Vida (EU-SILC).

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    Eurofound’s work on COVID-19 examines the far-reaching socioeconomic implications of the pandemic across Europe as they continue to impact living and working conditions. A key element of the research is the e-survey, conducted in three rounds – in April and July 2020 and in March 2021. This is complemented by the inclusion of research into the ongoing effects of the pandemic in much of Eurofound’s other areas of work.

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