Migração e mobilidade
A livre circulação interna de trabalhadores é uma pedra angular da agenda política da UE há alguns anos, com os objetivos subjacentes de incentivar os intercâmbios entre países e equilibrar as diferenças relacionadas com sistemas nacionais específicos. Tanto a migração como a mobilidade são necessárias para resolver os desequilíbrios de competências e responder às exigências do mercado de trabalho. A mobilidade oferece oportunidades aos cidadãos da UE.
Encontre abaixo os conteúdos mais recentes sobre este tema.
What does Europe need: walls or workers? Recent national developments in managing labour migration in Europe
Recent developments in Europe’s labour migration policies reveal a picture of countries trying to balance security and resources concerns with finding solutions for labour shortages.Migration and mobility unpacked
Migration is a multifaceted and emotive phenomenon and, due to its complexity, also often a subject prone to misinformation. Moreover, it can be the target of disinformation. What is the reality?Role of human capital inequalities in social cohesion and convergence
This report examines convergence in human capital – specifically that of individuals with tertiary education – in the EU, analysing three phases: creation, utilisation in the labour market and mobility. The analysis finds that Member States are performing better in creating human capital through education but finds disparities in the other two phases, with differences in labour market opportunities resulting in different mobility flows. A cost estimate exercise reveals that a country’s lack of attractiveness to talented individuals has economic repercussions, and that loss of human capital through emigration is not balanced by returning or incoming talent. If the imbalance in human capital circulation in the EU is not addressed, this may hurt convergence, leaving Member States and regions without the skills to negotiate the twin transition successfully. An examination of policies to attract talent illuminates the need for long-term initiatives and to link them with labour market opportunities.
Dadas as complexidades em torno da migração e da mobilidade, a pesquisa socioeconômica é fundamental para informar as respostas políticas. A extensa investigação da Eurofound sobre diferentes aspetos dos migrantes e dos trabalhadores móveis centra-se principalmente na mobilidade geográfica. Considera principalmente a situação do mercado de trabalho dos cidadãos da UE em termos de mobilidade intra-UE ou migração interna, por um lado, e migração de nacionais de países terceiros para a UE, por outro.
Acolhimento e integração dos migrantes
A análise em 2023 se concentra no impacto social da migração, analisando os desafios associados ao influxo de mais de cinco milhões de pessoas deslocadas como resultado da invasão da Ucrânia pela Rússia desde fevereiro de 2022.
Publicação: Barreiras ao emprego de ucranianos deslocados
Outra pesquisa começará sobre a escassez de mão de obra e o potencial subutilizado dos trabalhadores, examinando intervenções políticas e práticas da empresa. Tal incidirá especificamente nos setores em que a escassez de mão de obra foi agravada pela crise da COVID-19. Também serão integrados estudos de caso sobre iniciativas corporativas para integrar migrantes da Ucrânia.
Políticas de mobilidade e integração laboral
A Eurofound analisou as tendências e políticas relacionadas com a mobilidade laboral na UE, bem como a situação dos trabalhadores nos Estados-Membros.
Na sequência do afluxo maciço de requerentes de asilo à UE durante o período de 2015-2017, a investigação da Eurofound explorou o papel dos serviços públicos na integração social e económica dos refugiados e requerentes de asilo, centrando-se especificamente na integração no mercado de trabalho, na habitação, nos serviços sociais, nos serviços de saúde e na educação.
Esta investigação surgiu na sequência de estudos sobre abordagens à integração dos refugiados e requerentes de asilo no mercado de trabalho, realizados como resposta imediata à crise dos refugiados de 2015, atualizando as informações sobre a legislação, examinando a integração no mercado de trabalho e explorando o papel dos parceiros sociais.
A investigação sobre migração, políticas do mercado de trabalho e integração efetiva de nacionais de países terceiros explorou a coordenação das políticas entre os Estados-Membros e também o importante papel dos parceiros sociais em relação à migração de países terceiros.
A Eurofound realizou também um estudo sobre a regulamentação dos intermediários do mercado de trabalho e o papel dos parceiros sociais na prevenção do tráfico de mão de obra. Outra investigação centrou-se no impacto da mobilidade e migração dos profissionais de saúde nos países da Europa Central e Oriental.
Políticas locais de integração para migrantes
A Eurofound realizou um estudo anterior de 2006 a 2010 com uma rede de mais de 30 cidades europeias que trabalham em conjunto para apoiar a integração social e económica dos migrantes de países terceiros. A Rede Europeia de Cidades para as Políticas de Integração Local dos Migrantes (CLIP) incentivou a partilha estruturada de experiências através de relatórios de cidades separados e workshops que abrangeram quatro módulos de investigação sobre habitação, diversidade, políticas interculturais e empreendedorismo étnico. As lições aprendidas e as conclusões retiradas dos resultados de cada módulo de investigação contribuíram igualmente para o debate nacional e europeu sobre a integração.
A UE, os governos e os parceiros sociais enfrentam, na prática, muitos desafios associados à mobilidade interna. A resolução do Parlamento Europeu de 20 de maio de 2021 centra-se nos impactos das regras da UE na livre circulação de trabalhadores e serviços, promovendo a mobilidade intra-UE como instrumento para fazer corresponder a oferta de mão de obra à procura, bem como as necessidades do mercado de trabalho e as competências dos migrantes. Isso foi agravado pela invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022 e mais uma crise de refugiados em uma escala não vista desde a Segunda Guerra Mundial.
Ao mesmo tempo, o elevado afluxo de refugiados em 2015 (muitas vezes chamado de «crise dos refugiados sírios») teve um impacto profundo em toda a UE e não só. A migração é uma das principais prioridades políticas da Comissão Europeia. Adotado em 23 de setembro de 2020, o Novo Pacto em matéria de Migração e Asilo da Comissão estabelece uma abordagem mais justa e integrada da gestão da migração e do asilo. Visa reduzir os incentivos à migração irregular, desenvolver vias de migração legal e restabelecer a confiança entre os Estados-Membros na gestão da migração. Entre as iniciativas incluídas no pacote estão um plano de ação sobre integração e inclusão para 2021-2027, um pacote de competências e talentos para atrair talentos qualificados em diferentes mercados de trabalho, bem como uma política de migração legal. Em junho de 2022, os Estados-Membros da UE chegaram a acordo sobre vários aspetos da reforma relacionados com o rastreio e o registo dos migrantes que chegam às fronteiras externas da UE.
Em resposta à guerra na Ucrânia e ao afluxo de refugiados à UE, o Conselho Europeu invocou a Diretiva de Proteção Temporária pela primeira vez em sua história, prorrogando-a até 4 de março de 2024. Oferece proteção temporária para pessoas deslocadas e inclui proteção especial para crianças, acesso à educação e saúde, bem como acesso a empregos, acomodação e moradia.
Em abril de 2022, a Comissão apresentou uma política ambiciosa e sustentável em matéria de migração legal, que inclui ações específicas para apoiar a integração das pessoas que fogem da guerra na Ucrânia no mercado de trabalho da UE. Posteriormente, em junho de 2022, a Comissão publicou os resultados de um Eurobarómetro especial realizado em 2021 sobre a opinião pública sobre a integração dos imigrantes na UE.
Comissão Europeia: Migração e asiloopens in new tab
EUR-Lex: Plano de ação para a integração e a inclusão 2021-2027opens in new tab
Comissão Europeia: Vias jurídicas para a União Europeiaopens in new tab
EUR-Lex: Atrair competências e talentos para a UEopens in new tab
Comissão Europeia: Eurobarómetro especial de junho de 2022: integração dos imigrantes na União Europeiaopens in new tab
Conselho Europeu: Afluxo de refugiados da Ucrâniaopens in new tab
Esta é uma seleção dos resultados mais importantes sobre este tema.
28 March 2024
Social impact of migration: Addressing the challenges of receiving and integrating Ukrainian refugees
This report focuses on the challenges that the EU Member States and Norway face when receiving and integrating refugees who fled Ukraine after Russia’s invasion in February 2022. It investigates their labour market integration and access to and experiences with public services that are crucial for societal inclusion. The main aim is to explore and highlight the interplay between different areas of integration: employment, housing arrangements, healthcare (including mental health care), access to childcare and social assistance. The report uses information collected by Eurofound from the Member States and Norway and covers developments up to mid-2023. It examines the following issues: employment levels and barriers to labour market access for Ukrainian refugees; support measures for labour market integration; and the ways in which the Member States and Norway facilitate access to key services (housing, education, healthcare and social assistance) and the challenges that have to be overcome in this regard.
14 June 2023
Barriers to employment of displaced Ukrainians
In responding to Russia’s war against Ukraine, the EU activated its Temporary Protection Directive (TPD) for people who fled the country, allowing them to settle in the EU and to access basic public services and the labour market. By spring 2023, more than 4.5 million people had made use of the TPD or similar national protection schemes in the EU. In 2022, the European Union Agency for Fundamental Rights conducted an online survey among people displaced from Ukraine. Eurofound has analysed the survey results on their experiences when seeking to access employment. This paper highlights the main barriers that displaced people encountered and suggests ways to facilitate their inclusion.
Watch the video - Joint webinar: Equality and inclusion in a post-pandemic EU

25 June 2020
Racial discrimination is not a thing of the past in the EU
27 November 2019
How your birthplace affects your workplace
Employment statistics consistently show that having a foreign background has an influence on people’s employment prospects. Less is known about the types of jobs workers with foreign backgrounds hold and their working conditions. This policy brief contributes to filling this gap. It compares the experience of workers with a foreign background to that of native workers; it also distinguishes between the experiences of first-generation and second-generation migrants and between those of women and men.
The evidence shows that having a foreign background can have a negative impact both on labour market integration and working conditions. However, significant differences emerge between different groups of migrants. The findings highlight the clear need for a nuanced approach to policymaking to ensure a level playing field in the labour market for workers with a foreign background.
19 June 2019
Role of public services in integrating refugees and asylum seekers
Following the influx of over three million asylum seekers into the European Union in the three-year period 2015–2017, Member States faced a number of challenges related to integrating the newly arrived into their country. This report explores the role of public services – specifically housing, social services, health and education services – in the social and economic integration of refugees and asylum seekers. It aims to identify the factors that hinder this process and the elements that contribute to successful integration. The overall focus is on destination countries, particularly the three countries most affected by the inflow of refugees and asylum seekers: Austria, Germany and Sweden.
Os investigadores da Eurofound disponibilizam os seus conhecimentos especializados e podem ser contactados para questões ou pedidos dos meios de comunicação social.
Eleonora Peruffo
Research officerEleonora Peruffo é investigadora na unidade de Políticas Sociais da Eurofound. Trabalha em temas relacionados com a convergência ascendente e a coesão social na Europa. Durante 2021-2022, ela forneceu análise de dados para a Pesquisa Telefônica Europeia sobre Condições de Trabalho (EWCTS). Ingressou na Eurofound em 2014 e trabalhou em temas relacionados com reestruturação, emprego e digitalização. Ela possui mestrado em Ciências Diplomáticas e Relações Internacionais pela Universidade de Trieste e mestrado em Ciência da Computação - Análise de Dados pelo National College of Ireland.
Karel Fric
Research officerKarel Fric é investigador na unidade de Políticas Sociais da Eurofound. Seu trabalho envolve pesquisa de pesquisa, análise de dados e gerenciamento de projetos, com foco particular em condições de trabalho e de vida, igualdade e discriminação. Anteriormente, trabalhou como pesquisador na Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia em Viena, Áustria, e na Panteia, uma organização de pesquisa e consultoria com sede em Zoetermeer, Holanda. Karel é PhD em Ciências Sociais pela Erasmus University Rotterdam e mestre em Economia pela Utrecht University.
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