Qualidade do trabalho
A qualidade do emprego complementa as medidas de quantidade de empregos para fornecer uma avaliação da estratégia de emprego. A qualidade do emprego é um conceito multidimensional em que diferentes agendas políticas e disciplinas enfatizam diferentes dimensões. Na maior parte da investigação da Eurofound, a qualidade do emprego é medida ao nível do emprego. Inclui características do trabalho capturadas de uma perspectiva objetiva, que podem ser observadas e estão relacionadas ao atendimento das necessidades das pessoas no trabalho. É composto por todas as características do trabalho e do emprego que comprovadamente têm uma relação causal com a saúde e o bem-estar. Características positivas e negativas dos empregos estão incluídas. Estes indicadores reflectem os recursos de trabalho (aspectos físicos, psicológicos, sociais ou organizacionais) e as exigências de trabalho, ou os processos que os influenciam.
Encontre abaixo os conteúdos mais recentes sobre este tema.
Setor de TI em foco: Evolução da força de trabalho digital da UE
O setor de TIC está impulsionando a digitalização e a adoção de IA em toda a Europa, mas a escassez de mão de obra qualificada está atrapalhando seu crescimento. Este relatório examina emprego e condições de trabalho para especialistas em TIC e os desafios que moldam um dos setores mais críticos da UE.Emprego e condições de trabalho dos trabalhadores mais vulneráveis: Enfrentando um desafio contínuo de políticas
Nas últimas duas décadas, os mercados de trabalho em toda a UE registraram um aumento significativo no emprego não padrão. Embora tais arranjos possam oferecer flexibilidade e melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a vulnerabilidade surge quando são involuntárias ou quando múltiplas características não padronizadas se cruzam. Este relatório analisa a prevalência da vulnerabilidade ao emprego na UE-27 de 2009 a 2021, examinando suas ligações com condições de trabalho, resultados de saúde e respostas políticas. Os resultados mostram que mulheres, jovens e migrantes enfrentam o maior risco, com aqueles que enfrentam múltiplas dimensões de vulnerabilidade relatando perspectivas de emprego peores, oportunidades limitadas de treinamento, menor autonomia e taxas mais altas de ansiedade e depressão. O relatório também revisa medidas políticas da UE e nacionais voltadas para fortalecer a certeza contratual e apoiar transições para um emprego mais seguro.Gestão algorítmica em ambientes de trabalho europeus: Implicações para a organização e condições de trabalho
Este estudo apresenta uma análise secundária dos dados da Sétima Pesquisa Europeia de Condições de Trabalho da Eurofound (EWCS 2024), que explora a prevalência das tecnologias digitais nos ambientes de trabalho modernos e a disseminação das práticas de gestão algorítmica. Ao vincular a exposição relatada dos trabalhadores a programas de computador que monitoram desempenho, alocam tarefas e agendam o trabalho com indicadores de qualidade do trabalho, a análise avalia como a tecnologia remodela o trabalho. Também identifica perfis distintos de trabalhadores com base em padrões de uso da tecnologia digital e nas características associadas a cada perfil. Os resultados informarão a formulação de políticas destinadas a promover empregos de alta qualidade em ambientes de trabalho cada vez mais digitais.Eurofound pretende consolidar a posição do seu Inquérito Europeu sobre as Condições de Trabalho (IECT) como um instrumento importante para aferir a qualidade do emprego na União Europeia e fora dela, contribuindo para o desenvolvimento de políticas no domínio da qualidade do trabalho. Os dados foram utilizados para realizar mais investigação sobre vários tópicos relacionados com a qualidade do emprego, incluindo a qualidade do emprego em diferentes situações de trabalho, a qualidade do emprego de diferentes grupos no mercado de trabalho, o impacto da qualidade do emprego na qualidade da vida profissional e uma análise aprofundada das dimensões individuais da qualidade do emprego. Os Inquéritos Europeus às Empresas (ECS) também analisam diferentes dimensões da qualidade do emprego para trabalhadores e empregadores. Pesquisas recentes também analisaram a qualidade do emprego em uma perspectiva global.
A qualidade do emprego e a sua melhoria são uma preocupação política importante, uma vez que empregos de qualidade são cruciais para uma maior participação da população ativa, um maior bem-estar e um maior desempenho económico. A qualidade do emprego também é um componente essencial para tornar o trabalho sustentável e permitir que os trabalhadores permaneçam motivados para permanecer no trabalho por mais tempo. É fundamental para a Agenda do Trabalho Digno da OIT, para a estratégia da OCDE para o emprego e para as políticas de qualidade do trabalho da União Europeia para criar mais e melhores empregos. Para os trabalhadores, para as empresas e organizações que os empregam e para as sociedades, há benefícios associados a empregos de alta qualidade e custos associados a empregos de baixa qualidade.
Em 2025, a Comissão Europeia tenciona apresentar um roteiro para empregos de qualidade, em colaboração com os parceiros sociais, com o objetivo de «apoiar salários justos, boas condições de trabalho, formação e transições profissionais justas para trabalhadores por conta de outrem e trabalhadores por conta própria. Esta iniciativa apoia o esforço para reforçar a competitividade da UE, tal como descrito na Bússola para a Competitividade, e criar empregos de qualidade.
Prioridade da Comissão: Apoiar as pessoas, reforçar as nossas sociedades e o nosso modelo socialopens in new tab
Organização Internacional do Trabalho (OIT): Trabalho decenteopens in new tab
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE): Estratégia de Empregos da OCDEopens in new tab
Comissão Europeia: Estratégia europeia para o empregoopens in new tab
Esta é uma seleção dos resultados mais importantes sobre este tema.
3 September 2025
Tendências na qualidade do emprego: primeiras conclusões do EWCS 2024
30 June 2024
Job quality side of climate change
Workers will experience the effects of climate change in many ways: job insecurity, changes to their work tasks and responsibilities, and changes in their workplaces that may involve different work practices and the development of new activities and products. Climate change risks are associated with increased exposure to hazards, leading to lower standards of job quality, productivity loss and greater job and work insecurity. Nearly half of workers in the EU will experience profound changes in their job tasks as economies adapt to climate change and climate mitigation strategies are implemented. In addition, work is likely to change as a result of company responses to climate change. These changes in work, while increasing the vulnerability of some workers, offer opportunities to improve some dimensions of job quality. This report outlines the complex relationship between job quality and climate change, including the implication of green tasks in selected sectors.
30 January 2024
Self-employment in the EU: Job quality and developments in social protection
Ensuring greater social protection for self-employed people has been the subject of much policy debate in recent years. In 2019, the Council of the European Union adopted a recommendation on access to social protection for workers and the self-employed. Sudden reductions in income during the COVID-19 pandemic highlighted the vulnerability of many self-employed workers. Using data from the European Working Conditions Telephone Survey, this report examines the working conditions of different groups of self-employed people. It analyses measures taken at EU Member State level to better protect self-employed individuals against the risks of unemployment, workplace accidents and sickness, and presents lessons learned from measures implemented during the pandemic.
9 October 2023
Job quality of COVID-19 pandemic essential workers
During the COVID-19 pandemic, a diverse collection of workers ensured the functioning of our societies. In a time of crisis, they maintained access to healthcare, long-term care and other essential goods and services, including food, water, electricity, the internet and waste treatment. These were the COVID-19 pandemic essential, or critical, workers, many of whom risked their physical and mental health by continuing to go to work during the pandemic.
This policy brief investigates the job quality of these critical workers, making use of unique sources of information, including data from the European Working Conditions Telephone Survey 2021, data gathered by correspondents from across the Member States and interviews with EU-level social partner representatives from selected sectors. It examines the experiences of work among critical workers during the pandemic, and highlights imminent challenges to the sustainability of their work. The aim is to discover whether these workers are equipped to support society through future shocks and crises.
26 February 2021
Working conditions and sustainable work: An analysis using the job quality framework
This flagship report summarises the key findings of Eurofound’s research on working conditions conducted over the programming period 2017–2020. It maps the progress achieved since 2000 in improving working conditions and examines whether all workers have benefited equally from positive change. It highlights which groups are the most at risk of experiencing poor working conditions and being left behind. Given the changes in the world of work, emerging challenges for good job quality are identified. The report also provides evidence for measures that could lead to the further improvement of work and the achievement of fair working conditions for all in the EU. The analysis shows that, overall, job quality in the EU is improving, if slowly. Not all workers are benefiting to the same extent, however. Furthermore, gender, age and contractual status have a significant bearing on a person’s working conditions. And while digitalisation helps to address some job quality issues, it also creates new challenges. The COVID-19 pandemic has exacerbated trends, reinforcing concerns and highlighting the importance of achieving job quality for all.
2 March 2020
Gender equality at work
Gender inequality at work persists across Europe, despite the long standing attention paid and efforts made to tackle it. This Eurofound report presents a closer look at women’s and men’s working conditions, using data from Eurofound’s European Working Conditions Survey (EWCS) and complementing previous Eurofound research on, among other things, working time patterns, work–life balance and workers’ health. Beyond the general differences in the labour market, it highlights many important gaps in men’s and women’s working conditions and job quality which require specific attention. According to the EWCS data, the reduction of gender gaps in those areas showing improvement over the last 5 to 10 years remains limited. European and national strategies aimed at achieving job quality for all, that seek to mainstream gender equality, could help address persistent inequalities between men and women.
12 October 2020
European Company Survey 2019 - Workplace practices unlocking employee potential
This report is based on the fourth edition of the European Company Survey (ECS), which was carried out jointly by Eurofound and Cedefop in 2019. It describes a wide range of practices and strategies implemented by European companies in terms of work organisation, human resource management, skills use and skills development, and employee voice. The report shows how these practices are combined and how the resulting ‘bundles of practices’ are associated with two outcomes beneficial to employees and employers: workplace well-being and establishment performance.
The analysis finds that the establishments that are most likely to generate this win–win outcome are those that combine a high degree of worker autonomy, a balanced motivational strategy, a comprehensive training and learning strategy, and high levels of direct employee involvement in decision-making, as well as offering managerial support for these practices. To boost the adoption of employee-oriented practices – particularly in relation to autonomy, skills and employee involvement – managers should be offered appropriate support, as they play a key role in the decision to initiate workplace change. They are also crucial to its success, as they must continuously support the workplace practices implemented.
6 May 2019
Working conditions in a global perspective
Job quality is a major focus of policymakers around the world. For workers, the enterprises that employ them and for societies, there are benefits associated with high-quality jobs, and costs associated with poor-quality jobs. This report – the result of a pioneering project by the International Labour Organization and Eurofound – provides a comparative analysis of job quality covering approximately 1.2 billion workers in Europe, Asia and the Americas. It analyses seven dimensions of job quality: the physical environment, work intensity, working time quality, the social environment, skills and development, prospects, and earnings, finding both important differences and similarities between countries. By analysing positive and negative aspects of job quality in different countries and societies, the report provides a way to look beyond national explanations, to see how some groups of workers are affected more than others and understand the particular issues for women workers around the world – in support of evidence-based policymaking to improve job quality.
17 November 2016
Sixth European Working Conditions Survey – Overview report
Os investigadores da Eurofound disponibilizam os seus conhecimentos especializados e podem ser contactados para questões ou pedidos dos meios de comunicação social.
Jorge Cabrita
Senior research managerJorge Cabrita é gerente sênior de pesquisa na unidade de Vida Profissional. Ele é responsável por formular, coordenar e gerenciar pesquisas em toda a Europa, além de promover a disseminação de descobertas nas áreas de condições de trabalho e relações industriais. Suas principais áreas de pesquisa incluem condições de trabalho e qualidade do emprego, tempo de trabalho e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, saúde e bem-estar dos trabalhadores, igualdade de gênero e os impactos socioeconômicos da transição para uma economia climáticamente neutra. Atualmente, ele lidera pesquisas sobre o desenvolvimento do horário de trabalho e sobre diálogo social e negociação coletiva durante a pandemia de COVID-19. Anteriormente, trabalhou como pesquisador no Centro de Estudos de Intervenção Social e no Centro de Pesquisa sobre a Economia Portuguesa da Escola de Economia de Lisboa, além de formar e consultor nas áreas de gestão estratégica, comunicação organizacional, liderança e construção de equipes. Possui bacharelado em Economia e mestrado em Sistemas Socioorganizacionais da Atividade Econômica pela Escola de Economia de Lisboa.
Agnès Parent-Thirion
Senior research managerAgnès Parent-Thirion é gestora sénior de investigação na unidade de Vida Profissional da Eurofound, encarregada do planeamento, desenvolvimento e implementação de projetos de investigação sobre as condições de trabalho, em particular o Inquérito Europeu sobre as Condições de Trabalho (EWCS) e as suas análises. É responsável pela edição extraordinária do EWCS 2021 e pela elaboração do questionário para o EWCS 2024. Seus interesses de pesquisa incluem condições de trabalho, qualidade do trabalho, monitoramento das condições de trabalho, organização do trabalho, gênero, futuro do trabalho e tempo. Ela trabalha na área de pesquisas comparativas europeias há mais de uma década, em todos os aspectos, incluindo design, desenvolvimento de questionários, trabalho de campo, controle de qualidade e análise. Ela é graduada em economia e administração pelas universidades Paris IX Dauphine e Paris I Panthéon Sorbonne e possui um diploma de pós-graduação em estatística pelo Trinity College Dublin. Ela concluiu recentemente cursos on-line sobre inteligência artificial: liderança orientada por investigação com o MIT Sloan Executive Education e 'Les grand enjeux de la transition: re-ouvrir l'horizon, comprendre pour agir' com o Campus de la Transition. Antes de ingressar na Eurofound, trabalhou durante vários anos na Comissão Europeia.
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