Digitalização
A digitalização é a integração contínua de tecnologias digitais e dados digitalizados em toda a economia e sociedade. As transições gêmeas de verde e digital aceleram o ritmo das mudanças que afetam todos os aspectos de nossas vidas e terão muitas consequências para o futuro do trabalho. Inovações e desenvolvimentos em tecnologias avançadas estão tendo efeitos significativos em quase todas as áreas da economia e para a sociedade em geral. Trabalho, seu conteúdo, sua organização e design, sua regulamentação e proteção, todos estão passando por mudanças. A automação contínua e digitalização dos serviços, e a crescente introdução da inteligência artificial (IA) no ambiente de trabalho, continuam a mudar a natureza do trabalho, as necessidades de habilidades e a forma como as tarefas são alocadas, realizadas e avaliadas. Isso também frequentemente traz um borrão das fronteiras entre trabalho e atividades não legais.
Encontre abaixo os conteúdos mais recentes sobre este tema.
Setor de TI em foco: Evolução da força de trabalho digital da UE
O setor de TIC está impulsionando a digitalização e a adoção de IA em toda a Europa, mas a escassez de mão de obra qualificada está atrapalhando seu crescimento. Este relatório examina emprego e condições de trabalho para especialistas em TIC e os desafios que moldam um dos setores mais críticos da UE.IA, gestão algorítmica e a transformação da sociedade, do trabalho e do emprego – explorando os conceitos
Com base na estrutura conceitual estabelecida pela Eurofound para a era digital, este artigo conceitual examina como a onda de inteligência artificial em desenvolvimento está prestes a transformar não apenas o mundo do trabalho e do emprego, mas também o tecido mais amplo da sociedade, desde a prestação e qualidade dos serviços públicos até a produção, disseminação e governança da informação. A análise é guiada por quatro vetores de mudança – automação, aumento, digitalização e platformização – identificados como os principais motores que moldam essa transformação. Os conceitos apresentados neste artigo informarão as pesquisas futuras da Eurofound sobre inteligência artificial e gestão algorítmica.Gestão algorítmica em ambientes de trabalho europeus: Implicações para a organização e condições de trabalho
Este estudo apresenta uma análise secundária dos dados da Sétima Pesquisa Europeia de Condições de Trabalho da Eurofound (EWCS 2024), que explora a prevalência das tecnologias digitais nos ambientes de trabalho modernos e a disseminação das práticas de gestão algorítmica. Ao vincular a exposição relatada dos trabalhadores a programas de computador que monitoram desempenho, alocam tarefas e agendam o trabalho com indicadores de qualidade do trabalho, a análise avalia como a tecnologia remodela o trabalho. Também identifica perfis distintos de trabalhadores com base em padrões de uso da tecnologia digital e nas características associadas a cada perfil. Os resultados informarão a formulação de políticas destinadas a promover empregos de alta qualidade em ambientes de trabalho cada vez mais digitais.Pesquisas da Eurofound exploram o impacto da digitalização na vida profissional, bem como as ligações com a transição para uma economia climáticamente neutra. Isso abrange níveis de emprego, condições de trabalho, proteção social e relações de trabalho. No contexto da reestruturação e digitalização, analisar o papel das relações industriais e do diálogo social na implementação de mudanças também é importante, assim como o impacto na sociedade e nos cidadãos.
A pesquisa fornece evidências sobre mudanças estruturais, impulsionadas em grande parte por essas megatendências, mas também por crises recentes, que podem informar políticas para garantir transições justas que promovam emprego, boas condições de trabalho, proteção social e direitos dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que melhoram a produtividade, competitividade e prosperidade do trabalho.
Respondendo à forma como a tecnologia digital está mudando a vida dos cidadãos da UE, uma prioridade para a Comissão Europeia é criar uma Europa adequada à era digital, liderando a transição para um planeta saudável e um novo mundo digital por meio de seu programa Digital Decade .
Como parte do pacote Digital Services Act, publicado em 15 de dezembro de 2020, a Comissão propôs duas iniciativas legislativas para atualizar as regras que regem serviços digitais na UE: a Digital Services Act (DSA) e a Digital Markets Act (DMA). Essas iniciativas visam criar um espaço digital mais seguro e proteger os usuários de serviços digitais, ao mesmo tempo em que estabelecem condições equitativas para que as empresas promovam inovação, crescimento e competitividade.
Em 9 de março de 2021, a Comissão emitiu sua Comunicação estabelecendo a visão para a década digital da Europa, delineando uma bússola clara para uma transformação digital bem-sucedida até 2030 em áreas como conectividade, habilidades e serviços públicos digitais.
Em dezembro de 2023, o Parlamento Europeu e o Conselho chegaram a um acordo sobre a Lei de Inteligência Artificial (Lei da IA), que representa um passo significativo para a regulamentação da IA na UE. A Lei da IA entrou em vigor em 1º de agosto de 2024. Esta é a primeira regulamentação abrangente sobre IA no mundo, com um processo de implementação escalonado para garantir uma transição suave para empresas e instituições. Entre os sistemas de IA de alto risco identificados sob a Lei estão aqueles usados em recrutamento e gestão de trabalho, que são particularmente relevantes para a pesquisa da Eurofound.
Em resposta ao rápido desenvolvimento do trabalho com plataformas na UE, a Comissão apresentou uma proposta para proteger as pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais. Em abril de 2024, o Parlamento adotou a diretiva de trabalho de plataforma, que visa melhorar as condições de trabalho e regular o uso de algoritmos por plataformas digitais de trabalho.
Em abril de 2025, a Comissão lançou uma nova Estratégia de IA, com um Plano de Ação para o Continente de IA. O plano visa impulsionar a competitividade da Europa como líder em IA. Relevantes para o trabalho da Eurofound são os pilares focados em habilidades e talentos em IA e no uso de algoritmos.
Comissão Europeia: Década Digitalopens in new tab
Comissão Europeia: Agenda Europeia de Competênciasopens in new tab
Comissão Europeia: Pacote da Lei dos Serviços Digitaisopens in new tab
Comissão Europeia: Lei da IAopens in new tab e Plano de Ação do Continente de IAopens in new tab
Comissão Europeia: União das Competênciasopens in new tab
Parlamento Europeu: Parlamento adota a Diretiva de Trabalho de Plataformaopens in new tab
EUR-Lex: 2030 Digital Compass: o caminho europeu para a Década Digitalopens in new tab
Em 2020, os parceiros sociais europeus aprovaram um acordo-quadro autônomo sobre digitalização.
Esta é uma seleção dos resultados mais importantes sobre este tema.
22 May 2026
Pesquisa de digitalização em toda a UE para a economia social
21 July 2024
Human–robot interaction: What changes in the workplace?
12 September 2023
Ethical digitalisation at work: From theory to practice
Automation and digitisation technologies, including artificial intelligence, are rapidly evolving and becoming increasingly powerful and pervasive. The full range of their effects in the workplace is yet to be seen. It is, however, important not only to explore the ethical implications of digital technologies and the effects of such technologies on working conditions as they emerge, but also to anticipate any unintended effects that raise new ethical challenges. Using a variety of research methods and building on previous research on the digital workplace, this report examines the many ramifications of digital technologies in the workplace, looking at the fundamental rights and ethical principles most at stake and the areas of working conditions most likely to be affected.
8 December 2022
The rise in telework: Impact on working conditions and regulations
This report presents Eurofound’s research on telework during the COVID-19 pandemic in 2020 and 2021. It explores changes in the incidence of telework, working conditions experienced by employees working from home and changes to regulations addressing issues related to this working arrangement. The findings reveal a rapid escalation of telework triggered by the pandemic: in 2021, 2 out of 10 European employees were teleworking – a figure that most likely would not have been reached before 2027 had the pandemic not occurred. The health crisis unleashed the social and technological potential for flexibility in terms of working time and place. The impacts of telework on working conditions were initially difficult to determine because it was difficult to disentangle them from pandemic-induced factors, such as lockdowns and school closures. However, both the positive impacts, such as the contribution of telework to improving work–life balance, and the negative impacts, such as reduced social interaction and an increase in overtime worked, have become more evident. The rise in telework and an awareness of its implications for working conditions have prompted a renewed focus on regulatory frameworks, with new telework regulations passed in several EU Member States.
25 September 2022
Tornando o digital: Reestruturação das tendências no banco de varejo
O setor de bancos de varejo é terreno fértil para estudar os impactos da digitalização no trabalho e no emprego. Os serviços financeiros são cada vez mais oferecidos online, sem o intermediário de instituições que atiram ao cliente. Muitos bancos do setor vêm passando por reestruturações em série desde a crise financeira global, e é um dos poucos setores de serviços com emprego estagnado ou em declínio. Além das mudanças tecnológicas na forma como os serviços são prestados, o setor também está respondendo a outros desafios, incluindo o aumento da carga regulatória e de conformidade, concorrência das fintechs, baixas taxas de juros e redução da lucratividade. Os estudos de caso deste relatório descrevem exemplos de reestruturação recente no setor, o que motivou a reestruturação, como ela foi gerida e como afetou o emprego, a organização do trabalho e outros resultados empresariais e dos funcionários.
30 May 2022
Ethics in the digital workplace
Digitisation and automation technologies, including artificial intelligence (AI), can affect working conditions in a variety of ways and their use in the workplace raises a host of new ethical concerns. Recently, the policy debate surrounding these concerns has become more prominent and has increasingly focused on AI. This report maps relevant European and national policy and regulatory initiatives. It explores the positions and views of social partners in the policy debate on the implications of technological change for work and employment. It also reviews a growing body of research on the topic showing that ethical implications go well beyond legal and compliance questions, extending to issues relating to quality of work. The report aims to provide a good understanding of the ethical implications of digitisation and automation, which is grounded in evidence-based research.
24 October 2021
Digitisation in the workplace
Research into the transformative potential of the digital revolution tends to take a quantitative approach in an attempt to monitor changes in employment levels due to digitalisation. The fear of potential job losses and negative disruption brought about by digital technologies has permeated the policy debate on digitalisation. In contrast, this report, based on case study research, takes a more qualitative approach to exploring the impact of selected digital technologies (internet of things, 3D printing, and virtual and augmented reality) in the workplace. While digital technologies can bring many opportunities and have been shown to be beneficial for both workers and organisations, there is a need to put safeguards in place to ensure employee data protection and privacy. A well-functioning social dialogue is also key to reaping the benefits of digital technologies and preventing – or minimising – any negative outcomes.
9 September 2021
Right to disconnect: Exploring company practices
Digital technologies have made it possible for many workers to carry out their work at any time and anywhere, with consequent advantages and disadvantages. Eurofound data show that teleworkers are twice as likely to exceed the 48-hour working time limit, take insufficient rest and work in their free time, with knock-on effects on their physical and mental health. To address this issue, there have been calls for the ‘right to disconnect’. This report is based on case studies that chart the implementation and impact of the right to disconnect at workplace level. It builds on previous Eurofound research that shows an increase in collective agreements providing for a right to disconnect in countries that have enshrined this right in their legislation. With the exponential growth in teleworking brought about by the COVID-19 pandemic, the importance of striking a better balance between the opportunities and the challenges associated with teleworking and ICT-based flexible working has become more relevant than ever before.
9 December 2020
Employee monitoring and surveillance: The challenges of digitalisation
New digital technologies have expanded the possibilities of employee monitoring and surveillance, both in and outside the workplace. In the context of the increasing digitalisation of work, there are many issues related to employee monitoring that warrant the attention of policymakers. As well as the often-cited privacy and ethical concerns, there are also important implications for worker–employer relations, as digitally enabled monitoring and surveillance inevitably shift power dynamics in the workplace. Based on input from the Network of Eurofound Correspondents, this report explores the regulatory approaches to workplace monitoring in Europe, and the many challenges arising from the use of new digital technologies. Drawing from empirical and qualitative research, the report also provides some insight into the extent of employee monitoring in Europe and the implications for job quality and work organisation.
Os investigadores da Eurofound disponibilizam os seus conhecimentos especializados e podem ser contactados para questões ou pedidos dos meios de comunicação social.
Dragoș Adăscăliței
Research officerDragoș Adăscăliței é pesquisador na unidade de Emprego da Eurofound. Sua pesquisa atual foca em temas relacionados ao futuro do trabalho, incluindo o impacto da inteligência artificial nos empregos, as consequências da automação para o emprego e questões regulatórias relacionadas ao trabalho em plataformas. Ele também é colaborador regular em projetos comparativos que monitoram mudanças estruturais nos mercados de trabalho europeus. Antes de ingressar na Eurofound, foi professor de Relações Trabalhistas na Escola de Gestão da Universidade de Sheffield. Possui mestrado em Ciência Política pela Central European University e doutorado em Sociologia pela Universidade de Mannheim.
Sara Riso
Senior research managerSara Riso ingressou na Eurofound em 2006 e atualmente é gerente sênior de pesquisa na unidade de Vida Profissional. Ela está envolvida em projetos de pesquisa focados em digitalização e condições de trabalho. Antes de ingressar na Eurofound, Sara gerenciou projetos de pesquisa para grandes associações e redes europeias sediadas em Bruxelas. Sua formação acadêmica é em psicologia, comunicação e línguas. Seu principal interesse de pesquisa está em explorar novos fatores estressantes no ambiente de trabalho decorrentes da maior digitalização do trabalho, práticas organizacionais em evolução e estratégias de gestão de mudanças para enfrentar os desafios impostos pela digitalização em ambientes de trabalho modernos.
Esta secção dá acesso a todos os conteúdos publicados sobre este tema.








