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Relações industriais
Os sindicatos, as organizações patronais e as autoridades públicas desempenham um papel na governação da relação de trabalho. São partes interligadas num sistema que funciona a nível europeu, nacional, sectorial, regional e empresarial. Nos últimos anos, à medida que a tecnologia e as formas de trabalho evoluem em um ambiente econômico em constante mudança, os sistemas de relações industriais enfrentam desafios críticos.
Encontre abaixo os conteúdos mais recentes sobre este tema.
Um lugar à mesa, mas quem decide? Parceiros sociais na governança do emprego público e das instituições de seguridade social
Este artigo examina o envolvimento dos sindicatos e organizações patronais na governança dos serviços públicos de emprego e das instituições de seguridade social nos 27 Estados-Membros da UE e na Noruega, e relata a influência que eles têm, se houver, nessas instituições.Salários mínimos em 2026: Revisão anual
A definição do salário mínimo em toda a UE tornou-se uma área política cada vez mais dinâmica e observada de perto, moldada pela transposição da Diretiva do Salário Mínimo da UE e por uma década de crescimento sustentado em termos reais das taxas estatutárias. Este relatório examina as discussões sobre definição salarial que ocorreram entre os Estados-Membros e a Noruega em 2025, focando nos países com e sem salário mínimo nacional, na interação entre salários mínimos e negociação coletiva em setores de baixa remuneração, e no papel crescente dos valores de referência indicativos na formação das decisões nacionais.Envolvimento de organizações patronais e sindicatos no Semestre Europeu em 2024–2025
Este relatório examina o papel dos sindicatos e das organizações patronais na elaboração dos planos estruturais fiscais de médio prazo e dos relatórios anuais de progresso de 2025. Ele analisa o envolvimento dos parceiros sociais em nível nacional com governos, bem como seu engajamento com a Comissão Europeia em missões de apuração de fatos, relatórios nacionais e recomendações específicas por país, e avalia sua participação no semestre europeu mais amplo, incluindo o novo quadro de convergência social.Ao longo de 40 anos, a Eurofound desenvolveu-se como um centro de especialização fundamental para o acompanhamento e análise das tendências nas relações laborais. Tal inclui ligações entre o diálogo social. Com base nos conhecimentos da sua rede de correspondentes da Eurofound nos Estados-Membros da UE e na Noruega, captou os desenvolvimentos em todos os Estados-Membros e na UE no seu conjunto.
A Eurofound produziu uma série de análises comparativas, artigos e estudos de caso na UE e na Noruega no domínio das relações laborais, bem como bases de dados regularmente atualizadas sobre temas conexos.
A pesquisa mapeia e discute as principais dimensões e indicadores relevantes para os sistemas de relações industriais na Europa no século 21. Outra linha de investigação analisa a forma como parceiros sociais da UE e da Noruega exploraram novos temas, ferramentas e abordagens inovadoras para responder aos muitos novos desafios políticos, jurídicos e sociais que surgiram nos últimos anos.
A remuneração e tempo de trabalho continuam a ser áreas de alto interesse e são revisados anualmente. Uma vertente da recente atualização salarial centra-se nos níveis salariais mínimos nacionais em toda a UE, enquanto outra se centra na negociação salarial coletiva.
Desde 2006, a Eurofound tem vindo a realizar estudos sobre a representatividade das organizações europeias de parceiros sociais setoriais, tal como mandatado pela Comissão Europeia. Estes estudos destinam-se a fornecer as informações básicas necessárias para a criação e o funcionamento dos comités europeus de diálogo social sectorial.
Neste contexto, a Comissão Europeia lançou, em 2015, um «novo começo» para o diálogo social europeu. Numa declaração conjunta de junho de 2016, a Comissão, o Conselho da União Europeia e os parceiros sociais sublinharam o seu papel fundamental enquanto componente significativa da elaboração das políticas sociais e de emprego da UE.
Em setembro de 2023, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, anunciou uma cimeira dos parceiros sociais com os parceiros sociais europeus em Val Duchesse em 2024 para abordar a escassez de mão de obra e competências, fazendo eco da cimeira sobre o diálogo social realizada no mesmo local há quase 40 anos. Em março de 2025, a Comissão e os parceiros sociais interprofissionais assinaram um pacto conjunto para reforçar o diálogo social europeu. Esta iniciativa baseia-se na Declaração dos Parceiros Sociais de Val Duchesse, de 2024.
Esta é uma seleção dos resultados mais importantes sobre este tema.
24 October 2023
Working time in 2021–2022
The most important changes in the regulation of working time in Europe in 2021 and 2022 were related to the transposition of two European directives: the Work–life Balance Directive and the Transparent and Predictable Working Conditions Directive. The reduction of working time and more specifically the four-day working week have been increasingly debated in many EU Member States. In 2022, the average collectively agreed working week in the EU stood at 38.1 hours. Of the sectors analysed, agreed working hours were shortest in public administration, at around 37.7 hours – still longer than the overall average – and longest in the retail sector, at 38.5 hours. The average collectively agreed paid annual leave entitlement stood at 24.3 days in the EU, and was higher in the Member States that were part of the EU prior to its 2004 enlargement (EU14), at 25.3 days, than in the other Member States, at only 20.9 days. If working collectively agreed hours, full-time workers in the EU27 would have worked, on average, 1,726 hours in 2022, with an average of 1,698 hours in the EU14 and 1,822 hours in the other Member States.
29 June 2023
Minimum wages in 2023: Annual review
The 2023 annual review of minimum wages was prepared in the context of unprecedented inflation across Europe. While this led to hefty increases in nominal wage rates in many countries, it was in many cases not enough to maintain workers’ purchasing power. Based on developments over the last decade, this report shows that, overall, minimum wage earners in nearly all countries saw their purchasing power rising, the gap between their wages and average wages narrowing, and to some degree growth exceeding labour productivity development. Despite the short-term losses in real terms, these longer-term gains did not disappear in 2023. Even in the context of rising inflation, the processes of wage setting did not change substantially. But the early impacts of the EU directive on adequate minimum wages are noticeable, with more countries electing to use the international ‘indicative reference values’ mentioned in the directive – 50% of the average or 60% of the median wage – when determining their targets for new levels. This year’s report presents, for the first time, an in-depth insight into net minimum wages for single adults, through the EUROMOD tax–benefit microsimulation model, while presenting the latest research findings on minimum wages, published during 2022.
30 August 2022
Moving with the times: Emerging practices and provisions in collective bargaining
This report analyses recent developments and emerging practices in collective bargaining processes and outcomes, mainly in the private sector. The report covers collective bargaining systems in 10 EU Member States and is based on cases identified through interviews with key stakeholders and negotiating parties at national level. It analyses the effects of the COVID-19 pandemic and the subsequent economic and social crisis on collective bargaining dynamics and collective agreements. It also investigates practices and innovations that have emerged in response to structural drivers such as technological change, decarbonisation and climate-neutrality policies, and workforce ageing. It assesses the capacity of collective bargaining systems to adapt to structural changes in work, production and the labour market as well as medium-term trends.
10 December 2021
Social partners going digital: Using digital tools and adapting social dialogue processes
Digital transformation is changing the world of work. This report looks at how social partners – the actors involved in the regulation of employment relationships – are increasingly adopting technological solutions to improve the services that they provide to their members and facilitate collective bargaining processes. Technological tools offer social partners the opportunity to enhance consultation, engage with their members through digitised processes, improve services and increase networking activities, as well as addressing the issue of membership decline. The findings of this report show that the extent to which the social partners use digital technologies varies greatly across the EU Member States, Norway and the United Kingdom. Provisions in collective agreements on several aspects of digitalisation have been identified in about half of the countries. Through these provisions, social partners encourage their members to boost training on digital skills, ensure fair and safe working conditions and take account of data protection and employee monitoring practices. The European social partners’ autonomous framework agreement on digitalisation has provided inspiration to national-level organisations, and follow-up actions in this regard have the potential to greatly benefit their members.
11 December 2020
Industrial relations: Developments 2015–2019
As part of its mandate to promote dialogue between management and labour, Eurofound has monitored and analysed developments in industrial relations systems at EU level and in EU Member States for over 40 years. This flagship report is based on the work done in this context during the last programming period (2015–2019). It draws on the extensive monitoring of industrial relations systems and social dialogue carried out by Eurofound on an ongoing basis. The overall aim of the report is to assist policymakers and industrial relations actors both to understand the challenges facing social dialogue and to identify possible ways to contribute to balanced and well-functioning industrial relations systems going forward.
10 September 2020
Capacity building for effective social dialogue in the European Union
The aim of this report is to add to the discussion on how Eurofound can contribute to supporting capacity building of social partners for effective social dialogue. The report includes a review by Eurofound aimed at identifying the capacity-building needs and initiatives of social partners in relation to national frameworks for autonomous collective bargaining, involvement in European social dialogue and the European Semester, and the development of membership and services for members. It also includes the results from stakeholder consultations and two exchange seminars held in 2019, along with a set of policy pointers for further discussion.
Os investigadores da Eurofound disponibilizam os seus conhecimentos especializados e podem ser contactados para questões ou pedidos dos meios de comunicação social.
Valeria Virgili
Project support officerValeria Virgili é responsável por apoio a projetos na unidade de Vida Profissional da Eurofound. Atualmente, trabalha na Rede de Diálogo Social, um acordo de nível de serviço financiado pela Direção-Geral de Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão da Comissão Europeia, coordenado pela Eurofound para apoiar a análise e promoção do diálogo social europeu. Antes disso, completou um estágio e uma nomeação temporária de 11 meses na Eurofound, contribuindo para atividades relacionadas à Rede de Diálogo Social. Antes de ingressar na Agência, trabalhou por dois anos na ADAPT, um centro italiano de pesquisa especializado em direito trabalhista internacional e comparado e pesquisa em relações laborais. Valeria possui mestrado em Política e Política Social pela Universidade de Bolonha.
Victoria Cojocariu
Research officerVictoria Cojocariu é pesquisadora na unidade de Vida Profissional da Eurofound, atuando em diálogo social e relações industriais. Ela está amplamente envolvida nos estudos de representatividade que a Eurofound realiza para apoiar o diálogo social europeu, bem como em estudos que analisam o papel dos parceiros sociais em nível nacional e europeu e práticas de negociação coletiva. Seus interesses de pesquisa incluem digitalização, organização do trabalho e práticas no local de trabalho. Desde 2025, Victoria gerencia o banco de dados PolicyWatch da UE. Antes de ingressar na Eurofound em 2019, Victoria foi pesquisadora do Centro de Inovação Pública em Bucareste e da Open Society Foundation Romênia, contribuindo para projetos nacionais e internacionais de pesquisa nas áreas de migração, educação, acesso ao mercado de trabalho de nacionais de países terceiros, bem como direitos humanos. Ela possui bacharelado e mestrado em Sociologia.
Mária Sedláková
Research officerMária Sedláková é pesquisadora na unidade de Vida Profissional da Eurofound, especializada em relações industriais comparadas, diálogo social e negociação coletiva. Ela possui expertise em análise de conteúdo de acordos coletivos. Seu trabalho atual examina o papel dos parceiros sociais na governança dos serviços públicos nacionais de emprego e das instituições de seguridade social, bem como o papel do diálogo social na migração laboral. Ela também contribui para avaliar a representatividade dos parceiros sociais setoriais em nível da UE e para facilitar os Seminários de Intercâmbio Tripartite bienais. Antes de ingressar na Eurofound, Mária realizou pesquisas sobre negociação coletiva no Departamento de Governança e Tripartidismo da Organização Internacional do Trabalho em Genebra (2020–2022), após um período como pesquisadora no Instituto Central Europeu de Estudos do Trabalho em Bratislava (2013–2020). Ela possui mestrado em Ciência Política com especialização em Política Europeia Comparada pela Universidade da Europa Central.
Tina Weber
Senior research managerTina Weber é gerente sênior de pesquisa na unidade de Vida Ativa da Eurofound. Seu trabalho tem se concentrado em escassez de mão de obra, impacto do trabalho híbrido e uma cultura de 'sempre ativo' e o direito à desconexão, condições de trabalho e medidas de proteção social para trabalhadores autônomos, além do impacto dessas duas transições no emprego, condições de trabalho e relações industriais. Ela é responsável por estudos que avaliam a representatividade das organizações europeias de parceiros sociais. Ela também realizou pesquisas sobre Conselhos de Empresa Europeus e a evolução das relações industriais e do diálogo social na União Europeia. Antes de ingressar na Eurofound em 2019, trabalhou em um instituto privado de pesquisa, principalmente realizando avaliações e avaliações de impacto do direito trabalhista e políticas do mercado de trabalho da UE. Tina possui doutorado em Ciências Políticas pela Universidade de Edimburgo, com foco no papel dos sindicatos nacionais e das organizações patronais no diálogo social europeu.
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